Conversas Desenhadas (15 de Abril)

 


CONVERSAS DESENHADAS
Quarta-feira, 15 de Abril das 18h às 20h

Artista convidado:
Ivone Gaipi, escultora

CONVERSAS DESENHADAS correspondem a tertúlias públicas e gratuitas, organizadas pela OD desde 2006, onde pintores, poetas, escritores, fotógrafos, músicos, outros artistas e amantes das artes, testemunham e partilham as suas ideias, projectos e conversam entre si em são e livre convívio. 

Local: Rua António Andrade Júnior, nº63, 2750-654 Cascais
(Edifício Sociedade Musical de Cascais)



>> Foi enquanto estudava pintura em Portugal e após a visualização de uma escultura que tinha tantos pormenores da pele, que me apaixonei pela técnica de Body e Life casting: Era mágica, excepcional, reproduzia todas as características do corpo. Essa curiosidade guiou-me até à Escócia, onde aprendi a arte do Body Casting com "the Edinburgh Casting Studio". 
Essa vontade de aprender guiou-me também até ao Escultor Inglês Ken Clarke , que tem dedicado a sua vida a essa técnica, e o privilégio de ter sido sua pupila, permitiu-me iniciar essa projecto em Portugal em 2017. Ter aprendido posteriormente  com o Mestre e Pintor Português Rui Aço durante esse percurso, ajudou-me a clarificar a minha identidade artística nesta caminhada.
 
Transformar as pessoas em Arte. 
Foi este o lema que me inspirou a criar o projecto Gaipi Body Casting, onde associo técnicas de body  life Casting na criação de esculturas que têm como base moldes corporais. A possibilidade de usar o corpo como matéria prima, como uma extensão do ego observável  que é posteriormente descontraída para nos revelar percepções do eu. 
Somos corpo e mente. Como se descobre as diversas camadas desta conjugação ? È nesse mistério que encontro divertimento em usar o corpo para construir, ou descontrair, criando novas percepções unificadas de mensagem e intenção. É com esse principio que encaro as minhas encomendas. Quando me entregam o corpo para a criação de matéria prima, qual será o resultado final? Como será essa interpretação do que alguém realmente é, se está conjugada com a minha percepção dela? Na verdade o resultado das esculturas refletem duas visões: a visão do dono do corpo, da sua auto-perceção e expectativa que trás para a criação de uma escultura dele mesmo, assim como a minha visão enquanto artista sobre essa dinâmica. Será esse  resultado uma materialização da realidade dessa pessoa, ou uma manifestação distorcida ou omissa que reflete o que alguém gostaria de ser, essa expectativa de uma ilusão sobre identidade? São estas diversas camadas de pensamento que me divertem quando uso um molde de alguém para a transformar em uma escultura com identidade. E é por isso que é tão fascinante para mim: Permite-me reflectir camadas de identidade usando a arte como ponto de partida. 
 
Quem vem ao atelier vive a experiência de transformar o seu corpo em Arte. Sendo em Lisboa, permite-me  receber pessoas de várias zonas do Mundo para criar esculturas personalidades e exclusivas. Como gosto de viajar e expandir conhecimento, ir ao encontro do cliente no seu país de origem para criar o molde o qual será posteriormente usado para a criação artística, permite-me também observar a realidade dele no seu ambiente, contribuindo para que o resultado das esculturas reflitam uma percepção  mais focada na percepção do cliente, expandindo assim  a minha percepção sobre ele. Quando criamos esculturas individuais e personalizadas, o resultado é sempre uma fusão entre uma escultura que reproduz a realidade do meu cliente, mas também a minha, e dá-me satisfação deixar pedaços de mim nas obras que entrego.
 
Gosto de criar soluções artísticas exclusivas. 
Uma empresa que pretende integrar Arte na sua Marca e na transmissão dos seus valores, uma casal que se casa e quer criar uma amuleto simbólico e Artístico. É ancorar significado em uma obra de arte. 
O que é a Arte sem a  atribuição de valor a um objecto?   E esse valor, mais do que financeiro, é um valor  simbólico que organizações  e pessoas buscam quando me procuram para manifestar em Arte uma escultura simbólica. 
 
No atelier Gaipi Body Casting em Lisboa, cria-se esculturas que têm como base moldes corporais, ensina-se técnicas de escultura, faz-se live performances e cria-se esculturas maravilhosas. 

A sua fundadora, Ivone Gaipi, participa enquanto escultora em exposições colectivas e individuais, e trás para o mundo do body e life casting a expressão artística de uma técnica milenar.  Desde o antigo Egipto, aos Gregos e Romanos, passando pela industria cinematográfica que se expandiu pelo SÉC XX, o Body e Life Casting serviu na Sombra como técnica secundária. Nas ultimas décadas tem-se assumido como uma expressão individual no meio artístico, destacando-se pela sua versatilidade na criação de matéria e a sua plasticidade como elemento de mensagem.